Blog do Orlando

50 km/hora na marginal é só para otários como eu
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Orlando

Radares 72

 

desembarquei na estação tietê já era uma da manhã.
peguei minha bagagem, me dirigi ao ponto de taxis comuns e entrei no primeiro carro que já estava com o porta-malas aberto.
disse que iria subir a av. pompéia.
ele saiu da estação e tomou a cruzeiro do sul em direção à marginal tietê.
me surpreendeu a determinação e a velocidade. como todos sabemos, a partir de agora o limite é de 50 km/hora.
ele deu 50, 60, 70, 80, 90.
em determinado momento o gps deu um apito e o motorista pisou no freio.
outro apito e voltamos à velocidade de cruzeiro.
isso aconteceu durante todo o trajeto com muuuuuuitos “pis” do aparelho.
50 km/hora por todo o tempo é para aqueles que não têm um gps funcionando.
perto da marquês de são vicente a rádio cbn anuncia que o governo cogita aumentar o combustível em 10%.
só aí o silencioso motorista se manifestou:
– 10%! veja o preço que já está! e ainda querem aumentar!
nessa crise ainda querem aumentar a gasolina!
enchem as ruas de radares e ainda mais essa.
eles pensam que são donos da cidade!

– mas o senhor está protegido, né? – argumentei em alusão aos seu gps.
– sim, mas isso dá trabalho, disse ele.
– o senhor está usando o waze?, argüi.
– não, é o gps do carro mesmo.
– e ele atualiza os radares novos?
– não. a cada 15 ou 20 dias preciso atualizar.
– mas como?
– tem um rapaz que vem no ponto com um computador e faz pra todo mundo. tá ganhando uma grana! 20 paus pra cada um e faz uns 20 de uma vez.
e tive que pagar 3 paus pra renovar minha licença.
tá fácil, não.

as estatísticas mostram que os acidentes com vítimas diminuíram.
todos sabemos que os top nessa lista são motoqueiros durante o dia e briacos na madrugada.
mas números são números e devem ser considerados. que vidas sejam salvas.
por outro lado, 50 km/hora é pros otários que, como eu, não sabem como os gps funcionam o que me faz pensar que precisávamos de mais educação e menos radares.
enquanto o mundo for dividido entre os “olhos multantes” dos big brothers e os espertinhos, nada irá melhorar de fato.

 

 

 

 

 

 

 


não vou mas defendo quem queira ir
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Orlando

panelas

 

anos atrás reclamávamos da inércia e desinteresse do povo brasileiro e invejávamos a altivez do povo argentino, politizado e sabedor de seus direitos.
reclamávamos das patrulha ideológicas que tentavam, a todo custo, impor suas ideias estáticas e monolíticas.
chegamos às vésperas de mais uma manifestação contra a presidente dilma e contra “tudo o que está aí”.
a pauta é dispersa mas não torna a manifestação menos legítima.
num cenário com coxinhas e petralhas em pleno campo de batalha, a fúria e a falta de bom senso torna qualquer tentativa de debate um suplício sem fim e sem vencedores.

um dos argumentos mais recorrentes é o de que não se ouvem panelaços nas favelas e na periferia e isso pode ser bem verdade.
me incomoda o argumento de que isso não acontece porque as panelas estão cheias. isso cheira a simplismo demais.
depois, 71% de descontentes com o governo é um número grande demais para acharmos que só os ricos estão reclamando.
aí penso nos ricos que reclamam.
não consta que as dondocas dos jardins, os milionários do morumbi ou os banqueiros da avenida paulista tenham batido panelas a partir de suas sacadas. não acredito, tampouco, que ricos tenham subido ao deck de seus iates em búzios ou angra para marretarem panelas.
me parece mais razoável que o barulho seja causado por uma classe média espremida entre a nova classe c e os mesmos e eternos milionários de sempre.
uma classe média que passou a ser considerada rica, reclamona e incomodada com a possibilidade de ganhos das classes menos abastadas.
ora, quando falamos de gente descontente, falamos basicamente de perdas. ninguém no planeta quer perder. nem eu, nem vc.
a nova classe c, que voltou a ser d ou c menos, estava feliz com a possibilidade de crédito e financiamento de bens. menos importou a qualidade de ensino dos filhos ou o transporte sucateado perto da possibilidade da tv 62” e do microondas reluzente.
o governo que possibilita o consumo é sempre bem avaliado.
quando a casa caiu, o coro dos descontentes aumentou, o país voltou a ser uma merda, todos os políticos voltaram a ser corruptos e os níveis de confiança despencaram.

as velhinhas de taubaté continuam achando que está tudo lindo e que tudo é pressão da direita para derrubar um governo de esquerda.
eu sou contra o impeachment da presidente dilma só por conta de seu baixo desempenho e, ao mesmo tempo, não posso acreditar num avanço perigoso da direita.
temos, sim, um avanço descomunal do conservadorismo, esse bicho que sempre aparece quando a situação fica feia e aperta os bolsos.
arrisco a dizer que todo representante da direita é conservador mas nem todo conservador é de direita e o risco de um golpe, hoje, beira o zero.
polícia, milícias e outras facções surgem em terras sem dono e muito pouco têm a ver com golpes políticos.
a oposição faz seu papel no teatro. veja aqui, aqui e aqui.

as velhinas de taubaté são contra manifestações que reclamem do atual governo. elas enxergam a classe média (esses ricos) incomodada com “pobres” nos aeroportos ou em seu próprio carro nas ruas do país.
meio bobo isso, não?
essa classe média está sufocada, paga impostos demais, se diverte de menos, tem medo do desemprego, se preocupa com a segurança e futuro dos filhos.
e ela vê todo seu sacrifício indo pelo ralo do mesmo modo que a classe c também percebe, agora, as perdas de suas recentes conquistas.
os ricos de verdade, os muito ricos e os milionários se compadecem mas, fazer o que, né? o brasil é assim mesmo…

poder protestar é uma conquista de nossa jovem democracia e devemos dar graças por isso.
é bom que possamos tirar foto com o pm ou com o zé dirceu. é bom que possamos bater panela na rua ou ir ao parque com os filhos.
é bom que stédiles e bolsonaros tenham voz. é bom que jean willis e felicianos tenham voz.
é bom que as conquistas sociais sejam aplaudidas e que o desperdício seja condenado.
é bom que possamos.
e é bom que as pessoas reclamem.
congressistas de TODOS os partidos aumentam seus próprios salários, têm 13º, 14º e uma infinidade de benefícios para fazerem mal seu trabalho.
isso não pode ser considerado uma pauta conservadora.
lembrar, também que o impicho do então presidente collor se deu pela pressão dos caras pintadas, jovens de classe média, bem alimentados e corados. os protestos não vieram da periferia que, aliás, protesta de outras formas, nos bailes de funk na rua, nos desafios de hip hop, com o som ensurdecedor dos carros tunados ou destruindo trens que não andam.

reclama-se do avanço da direita, da organização de grupos que seguem uma pauta mais conservadora e socialmente menos abrangente. hora de se discutir o porquê do surgimento desses grupos e parar com adjetivos para desclassificá-los.
estão fazendo isso à luz do dia, muito melhor do que nas sombras dos quartéis.
o próprio lulismo começou se organizando nas greves do abc e afunda a partir do momento em que aceita “as regras do jogo” dos políticos convencionais.
já falamos que o futebol era o ópio do povo e que a tv distraia e anestesiava as pessoas. hoje a mídia golpista faz parte do discurso das teorias da conspiração.
não vou às manifestações no domingo mas defendo quem queira ir.
vivemos tempos tenebrosos mas incríveis e prefiro mil vezes que o cidadão debata seus pontos de vista, batuque panelas e se organize do que ficar na frente da tv querendo saber quem matou murilo em babilônia.

 

 

 

 

 

 

 

 


dia dos pais sem as filhas
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Orlando

como na música do caetano, eu achava que tinha nascido para ser o superbacana.
achava que poderia ver através das paredes, que poderia ficar forte comendo espinafre e que voar era questão de treino.
depois, achei que podia ser o melhor amigo, o melhor profissional, o melhor namorado, o melhor marido, o melhor pai.
até que um dia eu percebi que todo mundo tinha o melhor pai do mundo e que a concorrência era braba. e muitas vezes desleal.
tinha pai com mais grana que eu, com mais tempo que eu, com mais humor do que eu com mais dedicação e coerência do que eu.
de superbacana caí alguns postos até entender que deveria me tornar um superconformado e fazer o melhor mas sem grandes pretensões de medalhas.
filhos têm uma capacidade monstro de te colocar no lugar, de mostrar todas as merdas que vc fez enquanto queria ser o superbacana ou, pelo menos, aquele superbacana que vc gostaria de acreditar que fosse.
ok, todo mundo se esforça e eu também não vou dar mole aqui. sei que ralei, que dei o melhor de mim mas isso toma um tempo grande. talvez o tempo que deveria estar com a filhota no colo contando uma história ou simplesmente olhando nuvens. talvez isso explique porque muita gente é melhor avô do que pai. o tempo é outro.
lembro quando vi meu pai fazendo cavalinho para uma de minhas filhas. meu pai? aquele lá que eu via estressado e ausente, que nunca lembrava o dia de nosso aniversário?
a vida dá voltas e isso, sim, é superbacana.

este foi o primeiro dia dos pais que minhas filhas passaram longe. longe de verdade, não ausentes. uma está em brasília e outra na argentina.
aí fico pensando em outra coisa: pra que a gente cria filhos?
faz quase dois anos que elas saíram de casa. bateram asa e foram cuidar da vida. são independentes e fortes como são fortes suas asas e aí vc pensa: caramba, isso é que é superbacana!
vc cria filhos para que eles vivam sua vida, para que plantem seus frutos e queiram, eles também, serem superbacanas com independência e bom caráter.
vc faz uma parte. o resto é com eles.

às vezes me pego querendo acreditar que vou ver através das paredes, que ainda vou ficar forte e que voar é uma questão de treino.
acordo com uma das duas, no meio de uma conversa, dizendo que é a terceira vez que tô repetindo o mesmo assunto, como se fosse a primeira.
upa-lelê…

perdi minha chance de ser o superbacana mas sinto orgulho do que elas se tornaram.
mas, calma lá. sem mimimi!
pra bom cavalinho sei que vou servir bem!
de repente, um cavalinho superbacana.

 

 

 

 

 

 

 


parada gráfica, de porto alegre, acontece neste fim de semana
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Orlando

logoParada

 

nos dias 1 e 2 de agosto acontece, no museu do trabalho em porto alegre, a terceira edição da parada gráfica, feira de zines, publicações e peças gráficas.
neste ano, muito maior, conta com mais espaço e mais de 100 expositores.
o museu do trabalho é ponto de referência na cena gráfica portoalegrense por conta da intensa atividade em suas oficinas de lito, serigrafia, gravura em metal, xilo e escultura além das exposições de arte contemporânea.
a parada gráfica mantém essa efervescência reunindo novos talentos e tendências das artes gráficas e se tornando um dos maiores pontos de encontro do brasil.
a exemplo da feira plana de são paulo, o evento abrigará artistas e editores de vários pontos do país. há representantes da argentina e uruguai também. acontecerão oficinas e debates. confira a programação abaixo.
para falar sobre a parada, falamos com fabio zimbres, um dos organizadores:

blogdoorlando – essa é a terceira parada gráfica. o que ela tem de diferente das outras?
Fabio – Ela aumentou de tamanho pq foi incorporada uma área nova do Museu que antes não foi usada. A inscrição foi massiva e tivemos que fazer um esforço extra para aceitar o máximo de participantes. Há uma área infantil com destaque o que antes não tinha. E mais espaço para as pessoas ficarem de bobeira descansando. A expectativa é que o público seja muito maior então há a preocupação de receber todo o mundo com conforto, editores e público.

Parada 01

blogdoorlando – tamanha quantidade de produções independentes mostra que as grandes editoras já não dão conta?
Fabio – As grandes editoras nunca deram conta, pode-se dizer. Seria injusto querer que elas publicassem tudo que a imaginação humana produz. Isso já era impossível antes das atuais técnicas de produção e propagação de imagens e textos e mais verdade ainda hoje em dia. Mas mais importante, mostra que os meios estão aí e as pessoas estão aproveitando e ainda mais importante, mostra que há um público com enorme curiosidade e interesse.

blogdoorlando – antigamente a garotada se dava por contente por fazer um zine de xerox. hoje quase tudo tem um acabamento profissional. mas e o conteúdo?
Fabio – Na verdade a garotada não se dava por contente com o zine de xerox. Existia sempre uma sensação tipo, bom, isso é o que dá pra fazer agora. O objetivo era conseguir rodar uma revista ou achar uma editora que gostasse do fanzine e topasse dar o próximo passo. Hoje em dia, na verdade, há uma valorização do fanzine de xerox, que é visto como um meio com suas próprias qualidades e não é mais uma etapa num processo maior. E essa é a característica desse momento: há vários meios disponíveis e cada um usa de acordo com seus interesses e possibilidades.
É verdade que o conteúdo não vai evoluir da mesma maneira que os meios gráficos, uma coisa é independente da outra. E também existe uma pressão do mercado que atualmente é mais receptivo ao formato livro que o formato revista (com a transferência dos quadrinhos das bancas para as livrarias, por exemplo) o que faz com que muita coisa pule do blog direto para o livro com lombada quadrada. Mas mesmo assim, existe toda uma experimentação que explora qualquer meio disponível e encontra nessas feiras a maneira de se apresentar fisicamente para o público.

Parada 04

blogdoorlando – como foi feita a seleção de expositores?
Fabio – Pensamos que se um cara de Salvador quer fazer todo o esforço de vir até a ponta do Brasil para mostrar seu material, nós devíamos dar um jeito de recebê-lo. Felizmente, esses editores ousados, em geral são de boa qualidade. E nos esforçamos para receber o máximo de expositores locais também porque achamos que o contato dos fanzineiros daqui com o público e os editores de fora é importante para que os autores cresçam. Essa vontade acabou pressionando para o aumento da feira. Mas tentamos manter o foco nas publicações, há toda uma turma explorando produtos diversos, de cadernos a camisetas, mas a prioridade da feira foi trazer primeiro as editoras e publicações: zines, livros e revistas.. E como o Museu tem uma relação tradicional com gravura, também demos uma atenção para o pessoal que quer expor xilos, serigrafias, tiragens de cartazes etc.

blogdoorlando – o museu do trabalho tem sido um ponto de encontro de novos talentos e de uma garotada bastante pilhada.
a que deve isso?
Fabio – A informalidade das relações dentro do Museu ajudou a criar esse espaço voltado para as questões da criação e da criatividade e isso sempre vai atrair os criadores, sejam jovens ou mais experientes. O Museu é auto sustentável financeiramente e isso possibilita que as decisões, desde a programação das exposições na galeria até a maneira de gerenciar as oficinas de gravura e escultura, sempre tem o foco voltado para a criação.

Parada 02

blogdoorlando – o museu se mantém pelos sócios e pelo clube de gravura. economicamente, o que significa a parada?
Fabio – A Parada nasceu através do encontro do Hugo, diretor do Museu, com os desenhistas Nik e Rafael Sica e eu acredito que o propósito se encaixa na missão que o Museu do Trabalho tomou para si: manter um espaço independente voltado para a arte que sirva a comunidade de artistas (brasileiros) e o público portoalegrense. Para viabilizar a existência da Parada o Museu não pode contar apenas com seu orçamento normal e para isso parte para uma rede de apoiadores e financiadores entre os amigos e colaboradores do Museu, o que mostra como a comunidade entende essa missão do Museu e participa colaborando com as propostas que o Museu lança.

blogdoorlando – a parada gráfica dialoga com outras feiras do tipo? no que vc acha que vai dar isso?
Fabio – Esse fenômeno das feiras é mais ou menos recente e as pessoas estão aos poucos procurando entender e fazer evoluir as possibilidades que essas feiras propiciam. Nesse ano a Bia Bittencourt (Feira Plana) e o Augusto Botelho (Dente) vão compor uma mesa imaginada pelo Hugo onde as Feiras vão ser o assunto, a partir do ponto de vista de quem organiza essas feiras. Vai ser uma oportunidade de discutir esse assunto, não apenas a partir da experiência de quem produz as feiras mas também de quem só produz os zines (os dois, Bia e Augusto, claro, também são produtores de zines) e do público que visita as feiras e que devem estar sentados na arquibancada do Teatro do Museu para essa conversa.
Essas feiras não são apenas a oportunidade de se travar contato com esses produtos de papel, de vender e comprar esses produtos, mas também é uma oportunidade dos autores se encontrarem e gerarem projetos futuros. O que isso tudo vai dar pode estar sendo gerado exatamente pelos encontros proporcionados pela Parada Gráfica nesse fim de semana.

fotos da parada gráfica 2014

fotos da parada gráfica 2014

PROGRAMAÇÃO:
Exposição de abertura: A Máfia Líquida
Dia 31 de julho, sexta, das 19h às 22h
 
No Solar Coruja
Rua Riachuelo, 525
Centro Histórico
Porto Alegre
 
A Máfia Líquida é um coletivo formado em São Leopoldo, RS. Ativo desde 2007,
foi inicialmente concebido como uma festa que servisse de pretexto para a produção
de cartazes em serigrafia. Desde então as atividades do grupo se expandiram e
hoje englobam, além das festas e cartazes, atividades multidisciplinares no campo
do design e das artes visuais, incluindo intervenções em locais públicos,
campanhas políticas fictícias, fanzines e projetos comerciais sortidos.

A mostra traça a trajetória de produção do coletivo em paralelo à realização de suas festas
até os dias atuais, incluindo todo seu acervo de produção em serigrafia e demais artefatos
gráficos como flyers, revista e cartazes, além de um bom número de esboços e originais.

O ‘núcleo duro’ do grupo atualmente é composto por Sergio Rodriguez (artista visual), Filipi Filippo
(designer e músico), Diego Gerlach (cartunista e designer) e José Fonseca (músico e produtor).
Em diferentes ocasiões, a Máfia agrega membros honorários para projetos específicos.
 
 
Visitação: quintas, sextas e sábados, das 18h às 23h.
Até 29 de agosto de 2015.
 
 
Mesa de Conversa
Augusto Botelho e Bia Bittencourt.
Mediação: Orlando Pedroso
A cena das publicações independentes no Brasil está em ebulição, e as feiras de artes gráficas são o
termômetro, o lar, a vitrine e a celebração dessa cena, além de ajudar a manter as editoras financeiramente
saudáveis. O tema da Conversa é justamente esse momento na visão de quem organiza essas feiras.
 
Sábado, 1 de agosto, às 19 horas.
No Teatro do Museu do Trabalho
Bia Bittencourt, 29 anos, estudou Artes Plásticas e fez mestrado em Audiovisual na Escola de 
Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Trabalhou como produtora 
de promo e gráficos na MTV Brasil e foi editora da TV Folha na Folha de São Paulo.
Atualmente participa de feiras internacionais de livros de arte, representando editoras brasileiras, 
como New York Art Book Fair no MoMA Ps1 e na Libros Mutantes em La Casa Encendida em 
Madrid, Espanha. É idealizadora e curadora da Feira Plana,  a maior e mais importante feira de publicações 
independentes do Brasil que acontece anualmente no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo.
Augusto Botelho, 24 anos, estudou Artes Plásticas na Universidade de Brasília – UnB.
É um dos editores da MÊS, editora independente que começou em 2013 através
da publicação da zine “MÊS”. Publicou tiras semanais na página do facebook Batata Frita Murcha
e teve trabalhos publicados na revista A ZICA, 3 e 4; na segunda edição da revista 'Pesadelos Metafísicos''.
Publicou “O Aguardado”, primeira história longa em que revisita lendas brasileiras dentro do atual
contexto político do país. Participou do 8º FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos; a
s três edições da Feira Plana, em SP; três edições do Encontro de Zines e Publicações Independentes
do Par de Ideias, em BsB; a segunda edição da Feira Pão de Forma, no Rio; na quarta edição
do Ugra Zine Fest em SP; e em várias feiras locais no DF. É um dos organizadores da DENTE,
feira de publicações, que teve sua primeira edição realizada em Junho de 2015,
em Brasília, e contou com 35 editoras, selos e artistas da cidade e de outros estados.
 

Oficinas
Sábado, dia 1 de agosto, a partir das 14h30
Desenho Compulsivo
com Gabriel Góes

Integrante do coletivo Sindicato, em Brasília, fez parte do grupo que criou e editou a revista Samba e é um dos responsáveis 
pelo Fabio Zine, adaptou com Arnaldo Branco as peças de Nelson Rodrigues, Vestido de Noiva e Beijo no Asfalto.
Exercitar uma fluência e naturalidade (desapego) no desenho a partir de uma produção em quantidade
(compulsiva). No fim, o material selecionado vira um zine. Para desenhistas.
Ponta-seca 
com Marcelo Lunardi

Formado em Artes Visuais pela ULBRA. É o responsável pela oficina de gravura
em metal do Museu do Trabalho e impressor no atelier da Fundação Iberê Camargo.
A oficina será uma experiência na gravação e impressão de uma matriz.
Uma matriz e duas cópias por participante. Para leigos em gravura,
mas que tenham desenho.

Serigrafia Alternativa
com Itapa Rodrigues

Artista visual e músico, ministra oficinas de Serigrafia Alternativa desde 2005.
É uma versão da serigrafia industrial mais voltada para o artístico,
mais adaptável a espaços reduzidos e com custos menores,
e mais relacionada também com o reaproveitamento de materiais.
Nessa atividade se experimenta a gravação de telas com a luz do dia,
dispensando o uso de mesas de gravação, o uso de artes-finais em forma
de fotocópias ou recortes e a impressão com tintas à base de água.
Domingo, 2 de agosto, a partir das 14h30:
Gravura em Vidro
com Ottjörg A.C.

O artista alemão é formado em Artes Visuais pela Universidade de
Belas Artes de Berlim e foi aluno de Rolf Szymanski e Alfred Hrdlicka.
Gravação em matriz de vidro e impressão.
A oficina é dirigida a quem já possue experiência com as técnicas de gravura.
Estamparia com Carimbo para Crianças
com Luciana Pinto

Designer Visual formada pela ESPM de Porto Alegre, com
especialização em Design de Superfície pela UFRGS.
Exercitar a capacidade de desenho e criação das crianças.
E desenvolver seu próprio carimbo para impressão manual.
Materiais por conta da professora.
Para crianças de 5 a 10 anos.

Todas as atividades são gratuitas.

Atividades extras
Ilustre a contracapa da YOYO!!!

A equipe da revista infantil YOYO vai receber as crianças na Parada Gráfica 
para desenhar e fazer colagens com flores e folhas.
Um dos trabalhos será escolhido para ilustrar a contracapa da 
YOYO#5 que terá a Botânica como tema. 
É só chegar!


Lista de expositores
Adauany Zimovski
Alexandre Carvalho ZHQ

Adri A. e Xablo Lutz
Amaro Abreu
Ana Paula Zonta
Antonio Mainieri e Filipe Rossetti

Argonautas Editora
Ateliê Midiológico – Belo Horizonte
Ateliê ReTina – Santa Maria/RS
Atelier Livre da PMPA
Augusto Abreu
Aura Curadoria Contemporânea
Avocado Edições – São Paulo
Azulejo Arte Impressa
Bebel Books + Ale Kalko – São Paulo
Beira Movida Editorial

Bendita Gambiarra – Rio de Janeiro
Bianca – Belo Horizonte
Byrata – Santa Maria/RS
Café Impresso – Curitiba
Calafia

Carine Wallauer
Carla Pilla
Carolina Veiga – Rio de Janeiro
Chocolate Notebooks – São Paulo

Coisa Edições
Coletivo Korja – Belo Horizonte
Coletivo Prensa – Santa Maria/RS
Coletivo Tomate
Coletivo Verruma – São Paulo
Coticoá – Santo André/SP

Desvio
Diego Medina
Diego Sanchez – Rio de Janeiro
DODO Publicações – Rio de Janeiro
Doutor Insekto – Santo Antônio da Patrulha/RS
Drunken Butterfly – Rio de Janeiro
Edições de Zaster – São Paulo 
Edições
Porta Amarela – São Paulo
Editora Cachalote / Narval Comix – São Paulo
Editora Criatura – Rio de Janeiro 
Editora Gato Preto – São Paulo 

Editora Zouk
Equipe ELF – Rio de Janeiro
Ernani Cousandier – Bento Gonçalves/RS
Estúdio 6 Coletivo de Arte – Santa Maria/RS
Estúdio YOYO – São Paulo
Fabiano Gummo – Canoas/RS
Fabio Mariano – São Paulo
Faca na Manteiga
FestFoto

Gabriela Gil – São Paulo
Galeria Hipotética
Gilberto Tomé / Gráfica Fábrica – São Paulo

Leidson  Rocha
GRAFAR 
Guilherme Caldas – Curitiba
Guilherme Sommermeyer – Novo Hamburgo/RS
Hypnobooks
ITEM72ForCollectors – São Paulo
Ivan Riskin – Buenos Aires
Jacqueline De Boni
João Azeitona
Jornal Relevo – Curitiba

Jubarte Mugidor  – São Paulo/Porto Alegre
Juliana Monteiro Montenegro – Rio de Janeiro
Katnip Press – Rio de Janeiro

Laura Loyola – Rio de Janeiro
Lezma Records
Lídia Brancher
Lote 42 – São Paulo
Máfia Líquida – São Leopoldo/RS

Maldito Ofício 
Maria Nanquim – São Paulo
Mario Pirata 
Mayra
Flamínio – Curitiba

Mês – Brasília
MZK – São Paulo
Músculo

Nik Neves
Noia Coletiva – Caxias do Sul/RS
Norbert Heinz – Guarapuava/PR

Otto Desenhos Animados
Outprint (Farofa) – São Paulo
Papelera
Patrick Antunes – São Paulo
Pedro Balboni – São Paulo
Pedro Marodin
Pipoca Press – Rio de Janeiro
Piti Dutra
Projeto Circular – Novo Hamburgo/RS
Quarto Ambiente
Rafael Corrêa
Rafael Sica – Pelotas/RS
Rejunte – Florianópolis
Revista Aerolito – Brasília
Revista Beleléu – Rio de Janeiro
Rio Tesa – São Paulo
Rodrigo Chaves
Ronaldo Dias – Vacaria/RS
Samanta Flôor
Selo Editorial Outras Dimensões – Rio de Janeiro

Selo Piqui – Brasília
Selo Rabanete + Chupa Manga Records
Silvo

Sindicato – Brasília 
Sociedade da Prensa – Salvador
Sylvio Ayala – São Paulo
Tobias Barletta – São Paulo
Tonto / Fabio Zimbres
Tridente

Gervasio Troche – Montevideo
Tuchi 
Usina das Artes – Rio Grande/RS
Waldemar Max – Gravataí/RS
Walter Pax

Xadalu – Alegrete/RS
Zine George

 *Participantes sem indicação de local são de Porto Alegre.

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Patrocínio:

Cerveja Coruja
Bilhar Porto Dez
Serigrafia Gaúcha
Ossip Cidade Baixa
Apoio:

Atelier de Massas
Atelier Serigráfico
BD Divulgação
Boteco Histórico
Goethe-Institut Porto Alegre
Noz Cozinha Vegetariana
Tango Sabores de Uruguay
Ficha técnica:
Seleção: Fabio Zimbres, Nik Neves e Rafael Sica
Release: Bebê Baumgarten
Divulgação: BD Divulgação
Cartaz Parada Gráfica 2015: Lídia Brancher
Serigrafia do cartaz: Xadalu
Design identidade: Nik Neves
Design zine: Fabio Zimbres
Marcenaria: Henrique Pasqual
Elétrica: Paulo Pereira
Técnico de luz e som: Charle
Atendentes: Lucio Gastal e Manoela Rodrigues
Auxílio luxuoso: Julio Zanotta
Assistente geral: Anne Fahlke
Produção: Museu do Trabalho
 
Uma promoção do Museu do Trabalho
 

www.facebook.com/aparadagrafica
 
Museu do Trabalho
Rua dos Andradas, 230
Centro Histórico, Porto Alegre
Terça a sábado das 13h30 às 18h30
Domingos e feriados das 14h00 às 18h30
(51) 3227 5196
museu@museudotrabalho.org
www.museudotrabalho.org