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jouralbo sieber lança seu segundo livro e abre exposição aos 86, em poa
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Orlando

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“figura!” é que todos disseram quando contava que iria entrevistar jouralbo sieber. e ele é mesmo.
portoalegrense, mora com a esposa iolanda num prédio construído no mesmo terreno onde ficava a casa de madeira dos pais no bairro higienópolis.
o pai suiço veio fugido da europa não por causa da guerra mas por causa de uma mulher. fundidor, se aprumou em porto alegre e se casou com a brasileira emília.
emília, no entanto, era conhecida como jurema que o velho johann albert escrevia jourema e a junção de jourema com alberto pode ser uma explicação para o nome jouralbo.
meio forçado mas vamos tomar como verdade e está tudo certo.
aos 86 anos jouralbo tem uma memória invejável. lembra datas, nomes, situações. e dá gosto sentir o entusiasmo que tem ao contar sua vida, como começou a trabalhar aos 15 anos, como foi parar na editora globo aos 16, de ser o pintor mais jovem de porto alegre aos 18 e como aprendeu a desenhar letras e a viver da lida na prancheta.
vai emendando uma história na outra quase sem perder o fôlego e ri dos fatos como se estivesse contando tudo pela primeira vez.
figura!

Jouralbo HQ

jouralbo sieber

algumas desse amontoado de histórias se transformaram no livro “ninguém me convidou” lançado em 2010 e relançado em 2015. nesse volume, ajudado pelo filho allan, ele contou e desenhou boa parte de sua vida, façanhas e encrencas nas quais se meteu.
místico, esotérico, visionário, perseguido pelo número 7 (não à tôa o livro tem 49 histórias e será lançado no dia 21), jouralbo, depois do vazio do parto, pensou em reunir outras histórias e visões, só que não queria mais passar pelo perrengue de desenhar tudo sozinho (no que ele está muito certo, aliás).
novamente o allan vem em seu socorro e propõe juntar um time de desenhistas para dar vida ao livro.
allan procurou a cartunista cinthia b., que havia sido sua assistente anos atrás, para lhe ajudar com os roteiros e a coletar nomes de outros quadrinistas.
o time é grande e conta com nomes como rafael sica, rodrigo rosa, leonardo, mzk, fabio zimbres, santiago entre outros além, claro, dos editores e do próprio jouralbo.
o resultado de “o mundo segundo jouralbo'' ficou muito divertido.
para completar, será aberta, na mesma data, uma exposição no museu do trabalho que reúne pinturas a óleo, quadrinhos, layouts e artes finais produzidas para agências gaúchas entre 1950 e 1980.
abaixo, entrevista com o cartunista e agora editor allan sieber:

blogdoorlando – durante a conversa com jouralbo, o único momento que ele ficou mais sério foi quando perguntei sobre a relação de vcs dois. como era?
Allan Sieber – Não era. Não tínhamos quase nenhum contato. Meu pai era ligadíssimo ao meu irmão mais velho, Halex, até esse fugir de casa aos 15 anos (bons tempos em que a meta dos adolescentes era SAIR de casa, veja bem…). Aí, nas sua próprias palavras , ele preferiu não investir em outra relação com um filho que depois ía dar no pé. Ou seja: sempre sobra pra mim, desde a tenra idade.

Chiquinha

chiquinha

blogdoorlando – resgatar as histórias dele é uma forma de aproximação?
Allan Sieber – Sem dúvida o motivo maior foi uma tentativa de reaproximação. E além da curiosidade de conferir por inteiro histórias das quais eu só lembrava fiapos pequenos e curiosos. E na totalidade elas eram muito mais estranhas do que eu imaginava. E sou uma pessoa ligada a memória, sempre me interessei por isso, a vida das pessoas, sejam elas comuns ou não.

leonardo

leonardo

blogdoorlando – dessas histórias todas, o quanto vc acha que é verdade e o quanto é invencionice dele?
Allan Sieber – Você pode não acreditar, mas NADA é invencionice. Tudo aconteceu mesmo. Se você pedir para ele contar a mesma história 10 vezes ele vai enumerar os detalhes, nomes e números sempre da mesma maneira. E tem testemunhas. Não é como  o caso do “Peixe Grande'', o melhor filme do Tim Burton, na minha modesta opinião. Não temos lendas, temos fatos bem estranhos. E teorias.

rafael sica

rafael sica

blogdoorlando – e como foi o processo? ele mandava cartas para vc, né?
Allan Sieber – Muitas. Com textos manuscritos ou digitados e impressos. Eu ía juntando até formar uma massa de texto. Algumas escolhi para virarem quadrinhos, e nisso contei com a preciosa ajuda da Cynthia B. Outras deixei no livro como texto mesmo, ou como um diário, que permeia o livro.

Fac-simile

blogdoorlando – imagino que tenha ficado muita história de fora…
Allan Sieber – Bastante. Provavelmente daria para fazer outro livro nas mesmas proporções. Mas não sei se teremos saco para isso. O processo é lento e as vezes um pouco desgastante. Para mim foi pesado: tive que tratar com 42 desenhistas, organizar 49 HQs, mais textos e as ilustrações do próprio Jouralbo, depois com a ajuda do Fabio Zimbres dar um eixo para tudo. Foram uns 4 anos de trabalho intenso ao todo.

fabio zimbres

fabio zimbres

blogdoorlando – a religião é um assunto que sempre está presente entre vcs. como vc está lidando com isso?
Allan Sieber – Meu pai tem um interesse antropológico pela coisa, não sei até que ponto ele de fato acredita em alguma coisa. Ele considera que tudo é físico, as coisas acontecem por certas leis da natureza e pronto. Eu tive um passado adventista que quase arruinou minha vida. É engraçado falar de religião com meu pai, acho que ele tão cético quanto eu, ao seu modo. Mas nós dois nos sentimos atraídos pelo assunto religião .

fido nesti

fido nesti

blogdoorlando – ser pai fez enxergar o seu de forma diferente?
Allan Sieber – Sim. Me vejo talvez em situações que ele viveu e penso como ele reagiu. Puxei um lado explosivo dele, de quebrar coisas e ficar irritado até quase ter um AVC. Acho que talvez sou mais “doce'' que ele como pai. Mas veja bem, ele teve seis(!!)  filhos e sempre correndo atrás de grana, sem puxar o saco de ninguém, muito antes pelo contrário, então eu entendo que ele não tinha muito saco e tempo para alguns aspectos da paternidade. Mas sem dúvida ele foi um bom pai, mesmo que eventualmente distante. O exemplo que ele me dava trabalhando duro e correndo atrás das coisas sem choramingar, um estoicismo, isso ficou gravado em mim eternamente. São valores que procuro passar para o Max. A vida dura e a gente tem que correr atrás se a gente não nasce rico.

 

serviço:

Exposição: Jouralbo Sieber
Livro: “O mundo segundo Jouralbo”
Editora Mórula Editorial
Quadrinistas convidados André Valente, Bernardo França, Bruno Schier,
Chiquinha, Cynthia B, Daniel Carvalho, Daniel Og, Eduardo Belga,
Elenio Pico (Argentina), Eloar Guazzelli, Fabio Cobiaco, Fabio Zimbres,
Fido Nesti, Gabriel Fazzioni, Caeto, Gabriel Góes, Gabriel Renner,
Jaca, Jorge Alderete (Argentina), Koostella, Leonardo, Marina Barrocas,
Mateus Acioli, Matthias Lehmann (França), MZK, Pablo Carranza,
Pedro D’Apremont, Pedro Franz, Power Paola (Equador),
Rafa Campos Rocha, Rodrigo La Hóz (Peru), Rodrigo Rosa,
Romolo D’Hipolito, Sama, Santiago, Sergio Langer (Argentina), Stevz,
Suryara Bernardi, Wagner William, Jouralbo Sieber e Allan Sieber.

Dia 21 de junho de 2016
a partir das 18h30
Museu do Trabalho

Rua dos Andradas, 230
Centro Histórico, Porto Alegre
Terça a sábado das 13h30 às 18h30
Domingos e feriados das 14h00 às 18h30
(51) 3227 5196
museu@museudotrabalho.org

preço do livro: R$45

 

 

 

 

 
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ilustradora da revista piaui critica política brasileira, mas vota em trump
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Orlando

a revista piaui é uma referência para ilustradores e cartunistas. sempre bem editada consegue dosar textos massudos e enormes com uma edição precisa que mescla desenhos e fotos na medida.

arrojo que falta em grande parte das publicações brasileiras.

segundo cecília marra, editora de arte da revista, o modo de encarar a foto e a ilustração é o mesmo. precisam estar à altura dos textos que a revista publica. a piaui é uma revista de texto. Para certos assuntos a ilustração é um recurso mais adequado para seduzir para a leitura, pode acrescentar uma dimensão inesperada ao assunto da matéria, uma metáfora, um comentário. Muitas vezes uma foto pode funcionar como ilustração. e a revista é inspirada na new yorker que também valoriza muito o desenho.''

por suas páginas passam e passaram artistas como angeli, negreiros, caco galhardo, andres sandoval, reinaldo entre outros além de algumas dezenas de cartunistas estrangeiros.

mas o que tem virado polêmica são algumas capas produzidas por nadia khuzina, russa radicada na califórnia e, pasmem, apoiadora da campanha de donald trump à presidência.

para quem ilustra os políticos brazucas em situações críticas e constrangedoras, nada mais estranho do que apoiar um candidato de extrema direita.

ela é colaboradora da revista desde abril de 2012 quando fez a capa com o recém empossado tirano da coréia do norte king jong-un.

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procurei por nadia via facebook me apresentando e querendo saber se ela responderia algumas perguntas sobre seu trabalho com a piaui e sobre sua ligação com as questões brasileiras.

ela, de imediato respondeu que eu poderia mandar as perguntas mas que não garantiria retorno. “eu não sou realmente uma fã da mídia ou do jornalismo por mais estranho que isso possa soar.”

ok, ill try to be easy, respondi. e mandei seis perguntinhas.

a resposta veio de imediato: “sinto muito, não tenho nenhum comentário exceto que eu apoio donald trump (para a presidência dos eua) e se brasileiros não entendem o porquê de uma feminista, imigrante, a favor de igualdades apoiá-lo, é porque devem ter se esquecido de charlie hebdo  e nunca considerarem que se pessoas têm opiniões opostas isso não faz delas erradas sobre todas as coisas.”

uau!

insisti com as perguntas e o retorno foi zero.


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de outra parte, cecília marra e a direção da revista piaui foram absolutamente atenciosos e destacaram vários dos talentos da ilustradora.

“ela é formada pela academia de art e design de st petersburgo e tem um domínio técnico impressionante, é muito inteligente, muito rápida e tem senso de humor. não é difícil trabalhar com ela – salienta cecília.

“outro ponto é que ela, mesmo vivendo em outra realidade, procura sempre dar soluções mesmo quando minuciosamente pautada.”

e é verdade. muitas das capas são provocativas como colocar o presidente em exercício michel temer nu. o mesmo aconteceu com josé maria marin ou um beijo entre temer e cunha.

mas deixar claro que essas ideias saem prontas da redação. nadia executa – e bem – podendo ou não acrescentar um toque.

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está na banca mais uma obra de nadia. é uma paródia da capa do disco tropicalia ou panis & circensis concebida pelo artista plástico rubens gerchman em 1968 e que trazia, entre outros, caetano veloso, gilberto gil, tom zé, nara leão, mutantes e torquato neto.

na versão de nadia, esses personagens foram trocados pelos cardeais do governo temer e uma misteriosa boneca inflável ao lado de henrique meirelles.

golaço!

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“quando ela acaba e entrega um trabalho, não fala mais no assunto”, ressalta cecília.

isso talvez revele o quanto ela está descolada da política brasileira mesmo desenhando sobre isso.

por outro lado, suas breves respostas podem demonstrar que ela não está nem aí para política, mídia ou imprensa mas sim o quanto ela está engajada em uma única obsessão: levar trump ao poder.

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humor latino americano se encontra no memorial em são paulo
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Orlando

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a américa latina volta a se encontrar. pelo menos no humor.
nesta terça, 19, será aberto o 1º salão latino-americano de humor com o tema “sons da américa latina'' no memorial da américa latina e com curadoria e organização do cartunista e jornalista jal e de gualberto costa. o apoio é da associação dos cartunistas do brasil.
150 dos 800 trabalhos enviados por cartunistas de 47 países estarão expostos e outros 650 serão projetados ininterruptamente.
o premiado, escolhido pelos 150 selecionados receberá um prêmio de R$12.000,00.
na abertura haverá um debate sobre o humor na américa latina com a cartunista argentina ana von reuber que também terá uma exposição paralela.
abaixo, entrevista com jal:

blogdoorlando – o brasil já teve estreitas ligações com as artes gráficas e o cartum de humor de outros países da américa latina, especialmente argentina e uruguai. quando e por que isso se perdeu?
Jal – Acho que nunca se encontrou. o que havia era um certo conhecer entre os próprios artistas mas não pela população. Temos uma barreira incrível na América Latina que não se explica. Por exemplo, a língua diferente entre Brasil e os outros países do continente sempre foi colocada como obstáculo a essa integração. Mentira. O espanhol e o português são línguas parecidas e todos se entendem. A tradução é mais fácil do que em inglês e temos mais livros traduzidos do inglês que o espanhol. Falta vontade política e cultural.

desenho de carvall

desenho de carvall

blogdoorlando – o salão é uma tentativa de recuperar esse elo perdido?
Jal – É uma afirmação que parece supervalorizando o humor gráfico além de suas condições mas tem uma verdade. Creio que o humor gráfico pode ser a ponte para a integração continental. É de simples e rápido entendimento. Por essa razão pode ser disseminado com maior funcionalidade no diálogo dos povos.

blogdoorlando – salões são importantes como troca de experiências e visões mas também tem sido uma alternativa para artistas de países em que o mercado não tem tantos espaços para se publicar. como vc vê isso?
Jal – Acho que no mundo inteiro a mídia vem reduzindo os espaços para o humor gráfico. Pode ver que poucos jornais e revistas de humor são publicados. Livros de caricaturas então nem se fala. Por isso os salões precisam ser um ponto de referência não só pelo oba-oba da competição, mas para expor com maior força todo o conjunto de cartuns e não apenas os poucos vencedores. Os Salões de Humor começaram com força há mais de 50 anos e o formato não teve mudanças acompanhando a evolução da mídia. Por isso resolvemos avançar um pouco mais na proposta com a ideia de colocar todos os trabalhos enviados na exposição. isso dá uma transparência e valoriza até desenhistas com poucas possibilidades de serem selecionados por estarem ainda no inicio de um processo. Mas alavanca esse processo mais rapidamente e aumenta o senso de responsabilidade de cada um pois o trabalho será exposto com certeza. E para isso foi uma solução simples. os 150 finalistas são impressos e os outros são projetados em looping com nome e país dos desenhistas. Todos salões poderiam fazer isso quase sem custo.

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blogdoorlando – apesar de o tema ser estritamente sulamericano, artistas de outros países puderam participar. qual o resultado?
Jal – Confesso que fiquei apreensivo com o tema pois é mais dificil conseguir novos cartuns com tema fechado do que com tema aberto. Reduz o número de participantes que precisam realmente parar, pesquisar, pensar e produzir. Enquanto o tema aberto ou tema fácil quase todos já tem na gaveta para enviar. Mas colocamos no site uma seleção de pesquisas que puderam ajudar aos cartunistas nesse processo. Realmente os de países como Ucrânia, China, Indonésia, Irã entre outros enviavam em sua maioria trabalhos sobre música e esqueciam sobre o tema América-Latina. mas procuramos avisá-los e muitos voltaram a fazer o tema correto. Foi um acompanhamento dia-a-dia para que tudo desse certo. Enfim foram 47 países participantes. Assim o resultado foi muito bom. Se houvesse espaço poderíamos ter selecionado mais um 50 além dos 150 finalistas. Mas o mais importante é que de certa forma conseguimos nosso intento de propagar os temas sobre a nossa América Latina.

blogdoorlando – outra coisa interessante é que o vencedor será escolhido pelos 150 finalistas. como será feito isso?
o escolhido será anunciado somente no dia?
Jal – Pois é! Estamos também propondo que os salões comecem a se utilizar dessa votação democrática. Os 150 selecionados votam entre si para escolherem o que ganha os R$ 12.000,00 do prêmio. Apenas um ou dois cartunistas de fora do Brasil reclamaram que esse processo, como tem maior participação de brasileiros, quase que obriga a que um brasileiro seja o mais votado. Explicamos que esse tipo de votação já vem sendo testado por 5 anos nas flashexpo que organizo. Uma delas foi no próprio Memorial da América Latina homenageando Gabriel Garcia Marquez. Foram muitos cartuns de brasileiros e mais outros em menor número vindos de fora do país. O vencedor foi um cartunista espanhol. Resolve vários problemas que vivem acontecendo nos salões. Se o desenhista reclama quando há um juri de personalidades que não entendem direito da linguagem, ou que são sempre os mesmos e se identificam com uma panelinha, com nosso jeito não há como reclamar pois está sendo julgado pelos seus pares de trabalho. Se há desenhistas hoje no mundo que vivem copiando ideias de outros para enviarem aos salões e fica muito dificil do juri conhecer se é cópia mesmo, nesse procedimento o cartunista pensará duas vezes antes de mandar um trabalho chupado de outro. Ele estará diante de muitos juizes cartunistas de diversos países e pode virar um mico internacional. Isso é sério porque foram descobertos alguns cartunistas chupões que ganharam prêmio em salões internacionais. Isso além de que o cartunista indo pro outro lado do balcão começa a ter uma auto-crítica maior pois também está julgando com direito a voto. E para terminar, todos os votos de quem votou em quem é divulgado aos votantes no final. Isso inibe que haja troca de votos entre amigos, por exemplo, porque ficará muito evidente entre todos e pode fazer com que percam votos futuramente por essa jogada.

desenho de pepe sanmartin

desenho de pepe sanmartin

blogdoorlando – como surgiu a parceria com o memorial da américa latina?
Jal – Começou quando o jornalista Gonçalo Junior trabalhava na assessoria de imprensa do Memorial e deu a ideia de fazermos uma exposição logo que o Oscar Niemeyer faleceu em homenagem á ele. Como o arquiteto criador do projeto do Memorial estava para fazer 105 anos, a ideia foi conseguir 105 caricaturas dele em pouco tempo. O presidente do memorial, João Batista de Andrade apoiou de imediato e conseguimos uma bela exposição. Ele faleceu no dia 5 de dezembro e uma semana depois a exposição já estava montada. Depois disso já tivemos mais 4 exposições montadas no memorial – “Sansão também faz 50 anos''(50 anos da Mônica), “Gabriel Garcia Marquez'', “50 anos de novelas da Globo'' e “Chaves''.

blogdoorlando – existem outros parceiros que viabilizaram o evento?
Jal – A ideia do evento já tem alguns anos, mas só houve um sinal verde em agosto do ano passado. Assim o Memorial está bancando toda a base e conseguimos organizar com pouco tempo. O único apoio de fora foi da Premium Travel, uma agência de turismo que patrocina a vinda da Ana Von Rebeur. O maior apoio é a equipe que o Memorial tem trabalhando nos bastidores de tantos eventos como vem acontecendo.

blogdoorlando – esse é o primeiro de vários?
Jal – Pelo sucesso que vem conseguindo e pela estrutura e localização do Memorial que estão sendo muito bem aproveitadas pela atual diretoria creio que o segundo salão já está assegurado. E com muitas outras novas ideias para que possamos mostrar que os salões podem voltar a ser o ponto de convergência entre o cartunista e seu público com a força de quando foram criados.

 

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Serviço:

 

Data: 19 de abril a 22 de maio de 2016

Abertura: 19 de abril, às 19h30 – Debate sobre o Humor Gráfico na América Latina – com Ana Von Rebeur (cartunista e escritora argentina)

Horário: de terça a domingo, das 9 às 18 horas

Local: Salão de Atos Tiradentes – Memorial da América Latina

Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 (ao lado da Estação Barra Funda)

Entrada gratuita

Faixa etária: livre

Informações: www.salaolatinoamericanodehumor.com

Site: www.memorial.org.br

Visita monitorada: Não

Ar condicionado: Sim

Acesso para deficientes: Sim

Área para fumantes: Sim

Wi-fi: Sim

Estacionamento: Sim (Portão 4 – R$ 20/período)

Apoio: agência Premium Travel