Blog do Orlando http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br Artes gráficas, ilustração, cartum, quadrinhos e assuntos aleatórios. Thu, 16 Mar 2017 17:53:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 os delatados de alto escalão http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/03/16/os-delatados-de-alto-escalao/ http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/03/16/os-delatados-de-alto-escalao/#respond Thu, 16 Mar 2017 17:53:56 +0000 http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/?p=4627

 

 

 

 

 

 

]]>
0
cartunzinho de quarta http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/02/08/cartunzinho-de-quarta-3/ http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/02/08/cartunzinho-de-quarta-3/#respond Wed, 08 Feb 2017 19:52:26 +0000 http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/?p=4624 Barriga pontuda 72

 

 

 

 

 

 

 

 

]]>
0
concurso da folha premia o vazio entre o jornal, desenhistas e o leitor http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/01/29/concurso-da-folha-premia-o-vazio-entre-o-jornal-desenhistas-e-o-leitor/ http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/01/29/concurso-da-folha-premia-o-vazio-entre-o-jornal-desenhistas-e-o-leitor/#respond Sun, 29 Jan 2017 19:19:20 +0000 http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/?p=4619 Screen Shot 2017-01-29 at 4.57.05 PM

neste sábado, dia 28 de janeiro, o jornal a folha de s. paulo anunciou os selecionados de seu 5º concurso de ilustração. como sempre , o resultado traz polêmicas e opiniões divergentes.
concursos como esse já trouxeram à luz trabalhos de desenhistas como spacca, hoje produzindo livros,  fernando gonsales e caco galhardo que, até hoje, continuam impávidos colosso na seção de tirinhas.
apesar de não haver grandes novidades e com várias sensações de já vi isso antes, me parece que a que a seleção é mais homogênea do que em outras edições.
pode ser impressão.
deveríamos entrar nos sites e páginas pessoais de cada um para saber se todos têm uma produção coerente e contínua ao longo dos anos.
digo isso porque, detalhe, as idades dos premiados não são as de novatos. todos giram em torno dos 30, com um de 25, dois de 27 e dois na faixa dos 50.
a folha sempre procurando surpreender.
nesse ponto, há de se tirar o chapéu para o diário. a folha sempre foi o jornal que mais abriu espaço para novos talentos, para desenhistas com um futuro promissor, apostas que ficaram pelo meio do caminho e um grande número de colaboradores sempre.
o prêmio para os selecionados (desistiram da opção de haver um grande vencedor) é a publicação de pelo menos UMA vez nas páginas do maior jornal do país.

aqui é onde o assunto começa.
as grandes publicações do país estamparam em suas páginas nomes como millôr, ziraldo, jaguar, fortuna. assim, revistas como realidade, o cruzeiro ou senhor fizeram história.
na folha, nomes como angeli, laerte, glauco, emílio damiani, mariza, luiz gê, só para ficar entre alguns, se mimetizaram com a história do jornal e vice e versa.
é o angeli da folha ou a folha do angeli? é a folha do níquel náusea ou o níquel náusea da folha?
ilustradores, cartunistas, chargistas, assim como os colunistas fixos são o que dão a cara da publicação. só publicando diariamente que se constrói um portifolio que irá ser cúmplice do jornal e do leitor.
a folha tem hoje cerca de 60 desenhistas orbitando ao seu redor. cada um publica uma vez a cada semana ou 15 dias.
é meio como um casamento sem sexo, desinteressante, sem história, sem tesão.
concursos como esse, neste cenário, querem dizer absolutamente nada porque não se procura o compromisso, a troca com o leitor.
é um factóide que não tem resultado nenhum para nenhum dos lados.
para o desenhista não existe a visibilidade ou a possibilidade de se construir um universo; para o leitor, cada vez mais esporádico, intimidade alguma; para o jornal, parceria ou identidade alguma.

publicar num jornal diário ou numa publicação semanal, é um ofício e esse ofício vai sendo construído diariamente com novas ideias, novas soluções, novos desafios.
é quase uma missão.
a história mundial das artes gráficas e do jornalismo é construída a partir dessa intimidade entre o publicador, o jornalista, o desenhista e o leitor.
aqui, na contra-mão, se aposta num fast-food sem sal, sem gosto e que já demonstra sinais de fadiga.
desenhistas se espelhavam nos grandes profissionais para se tornarem melhores, conseguirem seu lugar no panteão, respirar o mesmo ar que seus ídolos respiravam dentro das redações ou grandes encontros.

criticamos músicos de uma música só, atores de uma novela só, autores de um livro só. num momento tão vital para a vida dos grandes jornais, apostar no eterno amadorismo, no sucateamento, na precarização do trabalho e na falta de intimidade com o leitor me parece ser um tiro no pé que levará anos para ser curado.

Screen Shot 2017-01-29 at 4.57.19 PM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Salvar

]]>
0
trump autoriza muro anti-mexicanos http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/01/26/trump-autoriza-muro-anti-mexicanos/ http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/01/26/trump-autoriza-muro-anti-mexicanos/#respond Thu, 26 Jan 2017 12:06:22 +0000 http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/?p=4615 Muro Casa Branca 72

 

 

 

 

 

 

 

]]>
0
sp 463 – um sonho em preto e branco http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/01/25/sp-463-um-sonho-em-preto-e-branco/ http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/01/25/sp-463-um-sonho-em-preto-e-branco/#respond Wed, 25 Jan 2017 20:17:47 +0000 http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/?p=4611 Doria no diva 72

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

]]>
0
plano de vôo http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/01/24/plano-de-voo/ http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/01/24/plano-de-voo/#respond Tue, 24 Jan 2017 23:20:44 +0000 http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/?p=4606 Desorientacao 72

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Salvar

]]>
0
a ilustradora mariza manda seu recado ao amigo e editor toninho mendes http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/01/23/a-ilustradora-mariza-manda-seu-recado-ao-amigo-e-editor-toninho-mendes/ http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/01/23/a-ilustradora-mariza-manda-seu-recado-ao-amigo-e-editor-toninho-mendes/#respond Mon, 23 Jan 2017 19:10:16 +0000 http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/?p=4601 toninho mendes, além de fã, era hóspede da ilustradora mariza num tipo de anexo em sua casa. mariza, além de fã, encontrou em toninho mendes um fiel amigo e cuidador.
nesses tantos meses de convivência diária, suas rotinas se entrecruzaram com almoços, jantares, conversas, planos, projetos, cumplicidade e carinho pelos gatos.
no dia que toninho morreu, o gato rigoletto passou o dia olhando sua porta fechada, conta mariza.
aqui a ilustradora manda sua mensagem:

“Há três anos, no dia de meu aniversário, Toninho Mendes, o tipógrafo Cláudio Rocha, a fotógrafa Cecília Laszkiewicz, o colega Orlando Pedroso e eu nos reunimos num bar a fim de brindar a data, quando surgiu, inadvertidamente, um laptop contendo vários de meus trabalhos como ilustradora da Folha, além de textos, esboços, etc. Era o meu livro – carácoles! – já praticamente pronto. O melhor presente que ganhei na vida!

O trajeto pessoal de TM se confunde com a própria história do humor gráfico brasileiro; poucos se bateram tanto em defesa das cores desse estandarte, ou melhor, cores e traços; os gibis Chiclete com Banana, Piratas do Tietê e Geraldão, respectivamente de Angeli, Laerte e Glauco, com participação de Emílio Damiani, a suculenta revista Circo além de uma bela obra própria de poeta e escritor.
Depois do cartunista Fortuna, foi a vez de TM, cuja eclética Circo remete a uma ancestralidade das mais nobres, ou seja, o gibi ‘O Bicho’ editado aos trancos e barrancos por mestre Fortuna, a contrapelo da ditadura e acossado pelos mais diversos percalços econômicos.

Eh, Toninho! Ainda ecoa pelos ares sua risadinha matreira de personagem de animação, uma ariranha esfregando as mãozinhas à espreita da presa, captando do nada aquilo que poucos de nós víamos e, muito menos, pressentíamos.

Valeu, amigo!
Mariza Dias Costa
São Paulo, 23 de janeiro de 2017”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Salvar

]]>
0
toninho mendes não teria morrido se tivesse trabalho e reconhecimento http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/01/19/toninho-mendes-nao-teria-morrido-se-tivesse-trabalho-e-reconhecimento/ http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/01/19/toninho-mendes-nao-teria-morrido-se-tivesse-trabalho-e-reconhecimento/#respond Thu, 19 Jan 2017 15:19:42 +0000 http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/?p=4598 toninho

 

conheci toninho mendes bem no finzinho dos anos 70 na redação do jornal versus que ele editava, diagramava, escrevia e contratava colaboradores. ficava na rua capote valente, em pinheiros – sp, numa casa que não existe mais. levei um portifolio amador e mal acabado. mesmo não rolando nada, foi gentil e simpático.

mais tarde passei a admirá-lo pela circo editorial que editou chiclete com banana, piratas do tietê e geraldão.

pouco mais de três anos atrás nos aproximamos muito e editamos em conjunto o livro e depois a maluca sou eu, de mariza dias costa. a partir daí, surgiu uma grande amizade.

toninho mendes morreu ontem.

a sensação de perda é enorme e me traz outros sentimentos perturbadores.

no mundo das start-ups não há lugar para toninhos, para josés, marias ou anas que tenham talento e um passado de dedicação.

startupers só olham para frente e nesse mundo o passado é coisa que se enterra.

o brasil continua sendo cruel com seus talentos que passam das luzes à sombra num piscar de olhos e forçam esses toninhos a correr não só atrás de seus sonhos mas atrás de uma sobrevivência improvável.

toninho mendes era muito religioso. da umbanda e candomblé à igreja batista, havia lugar para deus, deuses, santos, orixás, plantas e mandingas aos quais se apegava com fé. fé, esta, que vinha sendo abalada pela constante dificuldade de conseguir aprovar algum dos vários projetos que não parava de inventar.

como editor, toninho estava para os quadrinhos como jaguar está para o cartum.

e sabe o que isso quer dizer?

nada.

toninho se foi e sua história, em breve, vai ser a mesma de tantos que o brasil fez questão de esquecer.

e assim vão seguir os tantos outros toninhos que ainda insistem em dar murros em ponta de faca.

toninho estava envolvido num projeto de documentário sobre a ilustradora mariza e estava ansioso para gravar seu documentário logo.

perguntei qual era a pressa.

ele disse: nunca se sabe o que pode acontecer.

e aconteceu.

 

montevidéu

janeiro 2017

]]>
0
2016 lacrou o showbiz http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2016/12/26/2016-lacrou-o-showbiz/ http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2016/12/26/2016-lacrou-o-showbiz/#respond Mon, 26 Dec 2016 12:57:33 +0000 http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/?p=4592 bowie, prince, caubí, billy paul, vander lee, george michael…

 

2016-72

 

 

 

 

 

 

 

 

]]>
0
comic con experience é caldeirão de experiências boas e ruins http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2016/12/06/comic-con-experience-e-caldeirao-de-experiencias-boas-e-ruins/ http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2016/12/06/comic-con-experience-e-caldeirao-de-experiencias-boas-e-ruins/#respond Tue, 06 Dec 2016 20:25:11 +0000 http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/?p=4585 comic con experiences, assim, no plural, talvez fosse um nome mais adequado para o evento que aconteceu no são paulo expo de 1º a 4 de dezembro em são paulo.
de boas a ruins, tem para todos os gostos, de filas gigantes a desfiles de cosplays, de gibis a bandas de rock.
visitei o espaço gigantesco (150 mil metros quadrados) no dia anterior à abertura e às 19h quase tudo estava no chão ainda. vc pensa: não vai dar tempo.
deu.
no dia seguinte, quando as filas davam voltas e voltas para a entrada, dentro cheirava carpete novo e tinta fresca.
em plena quinta-feira, meio dia, o espaço era tomado por milhares de garotos e adultos que esperavam que aquele lugar se tornasse, por quatro dias, mágico.
seria cabotino de minha parte fazer uma análise do evento como um todo já que fiquei “confinado” ao espaço do artists’ alley, destinado aos criadores e produtores de quadrinhos.
no centro do evento, mais de 300 desenhistas e roteiristas expuseram seus livros, gibis e prints para um público que trazia dinheiro vivo para as compras e é a partir daí que faço minhas observações.

no artists’ alley existiam 4 categorias: os picas estrangeiros, os picas brasileiros, um mundo de desenhistas e eu.
os picas estrangeiros e os picas brasileiros produziam filas instantâneas sempre que se aproximavam de suas mesas. na grande maioria são experientes e têm toda a paciência do mundo para lidar com seus fãs que elogiam, pedem autógrafos, fotos e abraços.
todos têm seu momento menudo.
os outros desenhistas, enfileirados, produziam o grand bazaar do evento, disputando as centenas de milhares de reais que flanavam pelo espaço oferecendo lançamentos, seus produtos de linha, novidades ou nem tanto.
a comic con, antes de ser o evento épico e catalisador, é um evento extremamente comercial. tudo se vende, tudo se compra. e caro. uma água a 5 mangos, uma água de côco a 12, um x-burguer amassado do bob’s a 15, um cachecol do harry potter a 150, uma cabeça de plástico com pipoca dentro a 50, estacionamento a 40 pilas, só para ficar em alguns exemplos básicos.
por último, eu, possivelmente o único ilustrador/cartunista do evento. eu não faço quadrinhos.
isso pode não ter sido uma grande ideia já que o público da comic con é extremamente conservador. quer ver os seus heróis de sempre, quer mais do mesmo, quer rever os mesmos seriados, os mesmos filmes, cultuar os mesmos nomes e consumir os produtos já consagrados. há pouco interesse pelo novo pelo o que eu pude perceber.
diante de um desenho do batman beijando o super-homem, as expressões eram de espanto e vergonha. cutucadas em quem estava do lado.
fiquei sem entender até que uma jovem disse: “lindo isso! lindo! mas se eu apareço com isso em casa, minha mãe me mata.” e ela não era exatamente uma criança…
dentro da comic con não se vende nada alcoólico.
gordura trans, açúcares, anti-oxidantes, corantes e flavours têm para todos os gostos.
tampouco se vê publicações de crumb, allan sieber ou adão iturrusgarai. desenhistas de coisas bem fofas e meigas, aliás, se dão muito bem mesmo entre os adultos.
evidentemente me senti honrado em ter sido convidado a ter uma mesa exclusiva, bonitona e com um painel classe atrás de mim. mas senti falta de mais ilustradores/cartunistas participando e de uma rodada de discussões sobre esse segmento.

se foi uma bola dentro ter colocado o artists’ alley no centro do evento (no ano passado ele ficava na turma do fundão), o que o cercava não foi nada agradável.
de um lado o stand da netflix e do outro, o palco rock.
a netflix montou um palco com 3 atrações: um karaokê, um esquete de dublagem e um momento mímica animados por um grupo de 4 apresentadores que se revezavam nos berros e na tentativa de levar o público à histeria.
muita gritaria o tempo todo, distribuição de camisetas, adesivos e posters para o lado do público mais animado.
o portal do inferno se abria quando começava o karaokê que tinha 4 opções de música de seus seriados. todos escolhiam a mesma canção. what’s up, do grupo four non blondes, no sábado, tocou pelo menos uma centena de vezes num volume ensurdecedor.
não vou comentar as interpretações.
na outra ponta, o palco rock trouxe bandas de heavy metal com repertórios próprios e/ou covers.
ninguém conseguia conversar entre si ou com os possíveis compradores. no início da tarde todos estavam roucos e a bagaça iria ainda até as 22h…

pontos negativos também para os funis nas ruas ao redor do são paulo expo, pela falta de sinalização externa, pelo bate cabeça nas informações fornecidas pelos terceirizados que deveriam orientar o público, pela falta de esquema para se descarregar as caixas com impressos e falta de acessos opcionais. tudo é longe, se anda muito para tudo.
e o calor, claro.
na quinta e sexta o tempo estava nublado e houve quem reclamasse do frio.
com o sol a pino de sábado e domingo, a sauna estava em modo on.
calor, barulho, gente fantasiada e estava feito o carnaval geek.

de pontos positivos, a comic con ser um evento quase sem incidentes mesmo com a quantidade absurda de visitação, ser um evento que mostra que a crise pode ficar pro lado de fora da porta, de juntar gente que está a fins de produzir e gente que quer consumir e se divertir.
e, de fato, as pessoas se divertem muito mesmo passando horas em uma única fila.
uma cervejinha ajudaria muito.

 

 

Batman-Superman neve Batman kissing Superman neve 72

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Salvar

Salvar

]]>
0