Blog do Orlando http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br Artes gráficas, ilustração, cartum, quadrinhos e assuntos aleatórios. Tue, 13 Jun 2017 18:05:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 o vôo de miriam leitão a um passado presente http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/06/13/o-voo-de-miriam-leitao-a-um-passado-presente/ http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/06/13/o-voo-de-miriam-leitao-a-um-passado-presente/#respond Tue, 13 Jun 2017 17:45:11 +0000 http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/?p=4675
tenho saudades de um futuro em que valham os argumentos.
vivemos num eterno passado em que adjetivos e xingamentos dão a tônica.
são os que ofendem os camisa amarelas, são os que xingam os camisas vermelhas.
todos dizem lutar pela democracia e por um mundo melhor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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já senti esse cheiro antes http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/05/21/ja-senti-esse-cheiro-antes/ http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/05/21/ja-senti-esse-cheiro-antes/#respond Sun, 21 May 2017 17:14:05 +0000 http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/?p=4672 charge feita por mim e osvaldo pavanelli para a folha em setembro de 1992, 15 dias antes do presidente collor ser impichado.
o cheiro continua o mesmo.

 

 

 

 

 

 

 

 

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vc tem até sábado para conferir exposição “fantasma” de fabio zimbres em são paulo http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/04/24/vc-tem-ate-sabado-para-conferir-exposicao-fantasma-de-fabio-zimbres-em-sao-paulo/ http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/04/24/vc-tem-ate-sabado-para-conferir-exposicao-fantasma-de-fabio-zimbres-em-sao-paulo/#respond Tue, 25 Apr 2017 00:29:24 +0000 http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/?p=4660

vc tem até o dia 29 de abril, sábado, para conferir mais um capítulo da brilhante carreira do artista paulistano radicado em porto alegre, fabio zimbres.
fanzineiro, editor, ilustrador, quadrinista, artista gráfico, artista plástico e pensador da profissão do desenhista, ele traz a sp, através da galeria bolsa de arte, a exposição fantasma que impressiona pela paixão pelo desenho, pelo uso de suportes não convencionais e, claro, por ter a cara do artista.
quem conhece o fabio como editor da revista animal ou quadrinista da chiclete com banana ou folha de s. paulo, pode ver e sentir como horizontes e invenções podem dar certo quando a liberdade e a curiosidade são os motores impulsores do trabalho.
a galeria, na vila madalena, em são paulo, é ampla, charmosa, confortável e abriga de forma respeitosa os cerca de 20 trabalhos que insistem em ter tamanhos diferentes, técnicas diferentes mas unidade mesmo quando fragmentadas.
abaixo, entrevista com o semi gaúcho:

blogdoorlando – vc, como artista gráfico, de certa forma sempre flertou com
as artes plásticas. como vc encara esse trânsito?
Fabio Zimbres – Nunca levei muito a sério a separação entre entre artes
gráficas e artes plásticas, ou como chamam hoje em dia, artes visuais.
Grande parte do que se estuda hoje em dia na história da Arte vem de
trabalhos gráficos ou são trabalhos encomendados como acontece hoje em
dia na ilustração. Então eu considero esse trânsito como uma
movimentação dentro de um grande território chamado Arte, na falta de
outro termo.

blogdoorlando – essa não é sua primeira individual. qual a diferença com
relação às outras?
Fabio Zimbres – Antes das diferenças, as semelhanças: todas partiram do
caos em busca de uma organização e acabaram se resolvendo numa
diagramação que não é muito diferente de como se constrói um livro ou
uma história em quadrinhos. Todas tb tentaram se valer da
especificidade do meio, ou seja, uma exposição é um contato direto de
uma pessoa com um conjunto de obras e assim, as obras foram feitas
levando em consideração esse contato direto, sem intermediação de foto
e impressão, ou seja, é quem vê diante de uma coisa que ele pode se
aproximar, se afastar, perceber detalhes que num livro não existem. Os
trabalhos acabam virando objetos tanto quanto imagens. Outra
característica comum é que as exposições funcionam como um
instantâneo, uma foto de onde estou naquele momento. Essa também é
assim. Por outro lado as outras se valeram de trabalhos mais diversos,
que eu tinha feito com objetivos muito distintos, que já existiam
antes da ideia de  exposição. Essa exposição é resultado de um esforço
mais concentrado aplicado num período mais curto de produção com um
fim em mente.

blogdoorlando – tem tela, tem papel, tem chapas de metal e formatos variados.
a exposição foi pensada como um todo ou é um ajuntamento de trabalhos
independentes uns dos outros?
Fabio Zimbres – A diversidade de suporte vem da necessidade de criar
objetos interessantes. De serem vistos e tb de serem criados.
Superfícies novas me estimulam. Antes de montar e diagramar a
exposição eu achava que o resultado seria bem esquizofrênico mas a
medida que fui diagramando fui percebendo uma coerência. O resultado
final me sugeriu uma certa concentração e clareza que eu não
percebia antes, no momento do caos. Isso me surpreendeu e foi
interessante porque me deu a ideia de algo trabalhando paralelamente
em minha cabeça a medida que eu era atraído por ideias bem
contraditórias enquanto produzia. Tinha medo dessa exposição não ser
muito diferente da anterior, Obra, de 2012, por achar que o processo
caótico em que eu me meti estava muito semelhante ao das exposições
anteriores mas depois de me afastar um pouco e ver o conjunto percebi
que apesar do processo semelhante parecia que eu estava em outro lugar
realmente e o resultado tinha outro peso.

blogdoorlando – e qual sua relação com a bolsa de arte?
Fabio Zimbres – Ela me representa em Porto Alegre e São Paulo. Em maio
faço outra exposição em Porto Alegre, com alguns trabalhos da Fantasma
e outros.

blogdoorlando – vários desenhistas como o adão, o jaca e o odyr têm migrado
para a tela e para as paredes.
vc vê isso como uma tendência ou é uma opção para a secura do ramo
editorial?
Fabio Zimbres – A lista é bem longa, várias pessoas estão ignorando
essas fronteiras. Não consigo discernir um motivo comum ou um objetivo
em comum entre os vários artistas que resolveram pintar ou produzir
obras únicas depois de uma carreira editorial, ou seja, criando
imagens para serem reproduzidas. Em 2002, por aí, montei uma exposição
na galeria Obra Aberta (em Porto Alegre, que infelizmente não existe
mais) atendendo convite de Carlos Pasquetti chamada “Ed Tonto
apresenta desenhos nunca vistos” cujo sentido era justamente mostrar
como os desenhistas que eram publicados pela editora Tonto (daí o ‘Ed
Tonto’) faziam muita coisa além dos quadrinhos, ilustrações e
trabalhos encomendados ou feitos para veiculação impressa (daí o
‘desenhos nunca vistos’, já que não circulavam). Havia de tudo:
tecidos gigantes pintados pelo MZK, livros de artista do Elenio Pico e
Schiavon, objetos 3D feitos pelo Eduardo Oliveira, animações
experimentais feitas por Diego Bianchi, Jaca e outros, além de
pinturas e objetos estranhos do Jaca. Quer dizer, esse processo é
antigo. E o Jaca é o maior exemplo de alguém que ignorava essas
fronteiras. O que vale é a invenção que vc incute no que vc faz, seja
ilustração editorial ou um painel. Se vc faz isso, uma ilustração
feita sob encomenda com um tema X vai transcender esse tema, o meio em
que foi publicado e vai ter uma vida autônoma além desse meio. Fazer
telas ou pintar sobre superfícies inusitadas é um passo natural para
um artista como o Jaca se vc presta atenção no que ele fazia antes
numa folha de jornal. E é assim para várias outras pessoas, suponho.

 

serviço:

Exposição: Fantasma
De: Fabio Zimbres
Onde: Galeria Bolsa de Arte
Rua Mourato Coelho, 790 | Vila Madalena | CEP 05417-001 | São Paulo | SP
(11) 3097-9673
Segunda a sexta: 10h às 19h. Sábado: 10h às 17h.

http://www.bolsadearte.com.br/site/pt/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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dória demite soninha e mostra a truculência empresarial de sua gestão http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/04/18/doria-demite-soninha-e-mostra-a-truculencia-empresarial-de-sua-gestao/ http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/04/18/doria-demite-soninha-e-mostra-a-truculencia-empresarial-de-sua-gestao/#respond Tue, 18 Apr 2017 22:52:38 +0000 http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/?p=4655

 

a gente pode gostar ou não da soninha francini como vj ou como política. pode gostar ou não de sua proximidade com políticos a ou b mas o vídeo de sua demissão por parte do prefeito da cidade de são paulo, joão dória, não deixa dúvidas com relação a seu constrangimento.
não tem elogio que encubra o mal estar da secretária diante das câmeras.
por que ele fez isso e desse jeito? por que ela topou? por que ela não caiu fora no meio do discurso? dória faria isso com um secretário? o quanto importa uma cena dessas ser feita com um homem ou com uma mulher? por que uma mulher já sambada na política se portou de forma tão passiva?
dória, o gestor, num gesto de pretensa transparência, demite.
soninha, uma brasileira comum como qualquer um de nós, se submete.
ela fica pelo caminho, ele avança com seu plano de presidência e reforça a truculência de sua, ãhn… gestão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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angeli decreta o fim de uma era, estreia uma loja virtual, alguns filmes e trabalha numa revista digital em parceria com laerte http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/03/30/angeli-decreta-o-fim-de-uma-era-estreia-uma-loja-virtual-alguns-filmes-e-trabalha-numa-revista-digital-em-parceria-com-laerte/ http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/03/30/angeli-decreta-o-fim-de-uma-era-estreia-uma-loja-virtual-alguns-filmes-e-trabalha-numa-revista-digital-em-parceria-com-laerte/#respond Thu, 30 Mar 2017 20:18:29 +0000 http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/?p=4637 os ventos da mudança batem na janela do estúdio de angeli.
aos 60, resolve dar outra guinada na vida e experimentar novas mídias e possibilidades.
a partir desta sexta, 31, entra no ar sua loja virtual com desenhos digitalizados pinçados dos milhares que já produziu.
em vários formatos, papel nobre, assinados e numerados, há para todos os gostos: de personagens clássicos como bob cuspe a esboços, cartuns ou charges.
para ver, é só acessar https://www.angelimatador.com/
chargista político há mais de 40 anos, editor, cartunista, ilustrador, cronista, angeli testa novos formatos e colhe os frutos de uma carreira brilhante.
com 17 prêmios hqmix consecutivos de melhor chargista, vários livros e comendas, vê seus personagens viverem agora em filmes e animações stop motions.
além disso trabalha no projeto baiacu em parceria com laerte, rafa coutinho e andré conti, ex-companhia das letras.
abaixo, entrevista com o cartunista assassino:

 

blogdoorlando – como vc vê o panorama da charge hoje no brasil? ainda funciona?
Angeli – Pelo que tenho acompanhado, acho que a charge está perdendo um lado de reflexão, de peso, de crítica mais ácida, para se tornar algo mais casual que provoque risadas e nada mais. Não sei se funciona. Mas também não sei se um dia funcionou.

blogdoorlando – me lembro de uma entrevista lá pelo final dos 80/começo dos 90 em que vc falava que nunca mais voltaria a fazer charge em jornal. voltou e o fez brilhantemente. qual o balanço que vc faz desse período?
Angeli – Acho que voltei em um momento em que a política – nacional e internacional –  estava fervendo e fiquei bastante empolgado em trabalhar e retratar aquela época, acredito que vi ali uma entrada que pudesse dar vazão a um lado mais sarcástico,  mais forte do trabalho e fui burilando essa verve com o tempo. Isso culminou no livro “O Lixo da História”  editado pela Cia. das Letras  e que é um retrato das últimas guerras mundiais.

blogdoorlando – mais do que chargista vc é um tremendo desenhista. qual sua relação com as formas, traços e acabamento? o quanto isso ocupa de tempo e cuidado no seu trabalho?
Angeli – Essa relação com as formas e o acabamento é árdua. A ideia de que o próximo desenho seja melhor que o anterior é incansável e na maioria das vezes obsessiva. A busca por referências e técnicas é infinita e a minha tentativa é de explorar o que aparecer na frente. Nem sempre dá certo. O traço foi mudando ao longo dos anos, claro. Fui abandonando os personagens narigudos, tentando fugir da forma mais simples do desenho, das piadas mais fáceis. Me debrucei em referências como Goya, Bruegel e trouxe isto para a charge diária. Ao longo dos anos, fui carregando cada vez mais nos detalhes, pesando a mão nas minúcias. Talvez a contundência gráfica e de discurso tenham se aprimorado também por isso. Sempre gostei de ficar muito tempo em cima de um trabalho. A tentativa é de não fazer as coisas de maneira rápida, mesmo trabalhando para uma publicação diária, exploro até cair a última gota de sangue.

blogdoorlando – longe das redes sociais, vc está inaugurando uma página com loja, blog, link para o site e tudo o que tem direito. como vc está se sentindo com essa nova possibilidade?
Angeli – Eu vejo como uma ferramenta bacana de divulgação de tudo o que eu já fiz. As mídias existem. Estão aí. O mundo usa…  Mas, acredite, vou continuar recluso.

blogdoorlando – seu trabalho sempre foi público. a internet te assusta?
Angeli – Não assusta. Tive colunas ilustradas especialmente para internet. Meu trabalho está lá. Eu só não entro no “fervilhão” nem na pressa que ela pede. E não respondo a ninguém.

blogdoorlando – e tem o filme que está na boca do gol. como rolou isso?
Angeli – Tem a série feita em stopmotion, “Angeli The Killer”, que estreia agora em Abril no Canal Brasil. Foi produzida e dirigida pelo Cesar Cabral da Coala Filmes. Eles fizeram o curta metragem “Dossiê Rê Bordosa”  e quiseram continuar na mesma pegada com a série e com o longa “Bob Cuspe, nós não gostamos de gente” que deve estrear em 2018. Topei de imediato.

foto roubada da internet

blogdoorlando – vc participou do processo?
Angeli – Participei de longe. Dei muitas entrevistas porque a série é um documentário fictício. Dei uns pitacos em relação ao roteiro para não fugir muito do trabalho original mas a obra é uma livre adaptação. Escolhi junto com eles as vozes dos personagens: Odayr Baptista e Regina Bittar fazem os locutores que carregam as histórias; Alessandra Negrini faz uma participação especial como Mara Tara; André Abujamra é a voz do Rhalah Rikota; Arthur Kohl e Wando Doratiotto são Wood&Stock; Grace Gianoukas é a Rê Bordosa; Hugo Possolo dubla os Skrotinhos; Milhem Cortaz, o Bob Cuspe;  Paulo Cesar Peréio é o Bibelô; Carolina Guaycuru é ela mesma em participação breve e Reinaldo Rodrigues e Veridiana Benassi fazem as vozes dos coadjuvantes.
Não vi resultado final ainda mas estou curioso.

fabio yamaji no set de filmagem – arquivo pessoal

blogdoorlando – angeli sempre foi um artista da mídia impressa. como vc vê essa agonia pela qual ela passa?
Angeli – O fim de uma era.

blogdoorlando – vc ainda vê espaços para vc nela?
Angeli – Acho difícil continuar a fazer o mesmo trabalho dos últimos 40 anos. Laerte, Rafa Coutinho, André Conti e eu estamos levantando o projeto Baiacu, que transita entre as mídias digitais e impressas com uma interação real entre artistas, passeando pelas gerações passadas e novas. Essa é minha aposta para o futuro.

blogdoorlando – me fala do angeli daqui 10 anos.
Angeli – O fim está próximo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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entre desenhistas a terceirização é realidade faz tempo http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/03/28/entre-desenhistas-a-terceirizacao-e-realidade-faz-tempo/ http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/03/28/entre-desenhistas-a-terceirizacao-e-realidade-faz-tempo/#respond Tue, 28 Mar 2017 14:53:41 +0000 http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/?p=4631

 

nos próximos dias ou semanas, o presidente temer deve sancionar uma lei sobre terceirização que altera as relações trabalhistas no brasil.
na verdade, o que ela vem a fazer é regularizar uma atividade que já é moeda corrente entre profissionais de várias áreas, inclusive nas artes gráficas.
se a clt se mostrou um instrumento de segurança para trabalhadores, também é verdade que engessou e travou boa parte das negociações entre patrões e empregados.
mas aqui falamos de cartunistas, ilustradores e tantos outros que, na prática, sempre foram terceirizados, prestadores de serviço.
eu mesmo, por opção, nunca tirei carteira de trabalho. sempre fui um pj – pessoa jurídica – paguei meus impostos, inss, etc e nunca me senti prejudicado por isso.
nunca tive fundo de garantia mas, veja bem, com meu dinheiro, fiz o que queria. o fundo de garantia é descontado da folha de pagamento compulsoriamente e devolvido depois da mordida do governo.

o fato é que, ao longo dos anos, passamos por várias mudanças que nos empurraram para o trabalho sem vínculo.
nas redações hoje é quase impossível encontrar alguém com carteira assinada e isso começou lá pelos anos 90 com a reengenharia, método que “otimizava” e “dinamizava” o trabalho dentro das empresas. a regra era não deixar a peteca cair. menos gente, mais trabalho, mais produtividade.
nesse ponto, a nova lei pouco atinge os desenhistas que, em sua gritante maioria, são “donos” de seu próprio negócio desde sempre.
vivemos assim pelo menos pelos últimos 30 anos.
o nó é que em épocas de crise, sempre tem quem ganhe muito dinheiro. e não somos nós.
o capitalismo dá certo porque sempre tem lenha para queimar. demite, corta, diminui qualidade e aumenta preço.
em épocas de bonança, cada um de nós, dono de seu próprio negócio, administra suas tarefas, tempo e lucro sem se importar tanto com a concorrência.
ao contrário, em épocas de crise – e quando não? – terceirizados são jogados aos leões e salve-se quem puder.
a concorrência desleal só serve para precarizar cada vez mais as relações, baixar preços, tornar jovens talentos em vítimas de suas próprias estratégias e escantear profissionais mais rodados.

em países com economia estável e altos índices de crescimento, a terceirização não é problema. cada um toca sua vida e negócio conforme seu talento e não precisa viver sob tutela do estado. cada profissional estabelece seu ritmo de trabalho, programa sua poupança, se previne para o futuro, arca com seus impostos.
no brasil a realidade é bem diferente. empresários cuidam do seu e colaboradores que se matem aceitando condições que mal vão dar para pagar as contas, quanto mais planejar o futuro.
já contei isso aqui mas acho que ainda vale: muitos veteranos como eu trabalharam numa época mais romântica em que os funcionários e colaboradores eram mais fiéis à empresas que os contratavam. em contrapartida, todos, de certa forma, faziam parte do crescimento e dos lucros dos patrões.
funcionários ganhavam bem e valorizavam seus colaboradores.
não era incomum um diretor de arte dizer que vc podia cobrar mais do que estava pedindo por um determinado trabalho.
parece conto da carochinha mas não é.
outro dia, numa negociação de orçamento, uma diretora de arte num determinado momento de desespero manda essa: “quer saber quanto eu ganho?”.
não, não quero. isso era um problema dela, não meu nem de quanto acho que vale meu trabalho.

portanto, para nós, terceirização é um detalhe.
com leis trabalhistas ou não, o que vale é a lei de quem tem o dinheiro.
pagam o quanto querem, no prazo que querem e de que forma quiserem.
a segurança do trabalho só vai existir quando o país tiver uma economia realmente forte, estável e com um empresariado que consiga enxergar um pouco além do para-brisa de sua lancha.
com mais progresso, mais gente trabalhando e ganhando mais, mais arrecadação e isso vai bater numa outra discussão: a previdência.
mas esse assunto fica para outro post.

 

 

 

 

 

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os delatados de alto escalão http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/03/16/os-delatados-de-alto-escalao/ http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/03/16/os-delatados-de-alto-escalao/#respond Thu, 16 Mar 2017 17:53:56 +0000 http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/?p=4627

 

 

 

 

 

 

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cartunzinho de quarta http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/02/08/cartunzinho-de-quarta-3/ http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/02/08/cartunzinho-de-quarta-3/#respond Wed, 08 Feb 2017 19:52:26 +0000 http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/?p=4624 Barriga pontuda 72

 

 

 

 

 

 

 

 

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concurso da folha premia o vazio entre o jornal, desenhistas e o leitor http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/01/29/concurso-da-folha-premia-o-vazio-entre-o-jornal-desenhistas-e-o-leitor/ http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/01/29/concurso-da-folha-premia-o-vazio-entre-o-jornal-desenhistas-e-o-leitor/#respond Sun, 29 Jan 2017 19:19:20 +0000 http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/?p=4619 Screen Shot 2017-01-29 at 4.57.05 PM

neste sábado, dia 28 de janeiro, o jornal a folha de s. paulo anunciou os selecionados de seu 5º concurso de ilustração. como sempre , o resultado traz polêmicas e opiniões divergentes.
concursos como esse já trouxeram à luz trabalhos de desenhistas como spacca, hoje produzindo livros,  fernando gonsales e caco galhardo que, até hoje, continuam impávidos colosso na seção de tirinhas.
apesar de não haver grandes novidades e com várias sensações de já vi isso antes, me parece que a que a seleção é mais homogênea do que em outras edições.
pode ser impressão.
deveríamos entrar nos sites e páginas pessoais de cada um para saber se todos têm uma produção coerente e contínua ao longo dos anos.
digo isso porque, detalhe, as idades dos premiados não são as de novatos. todos giram em torno dos 30, com um de 25, dois de 27 e dois na faixa dos 50.
a folha sempre procurando surpreender.
nesse ponto, há de se tirar o chapéu para o diário. a folha sempre foi o jornal que mais abriu espaço para novos talentos, para desenhistas com um futuro promissor, apostas que ficaram pelo meio do caminho e um grande número de colaboradores sempre.
o prêmio para os selecionados (desistiram da opção de haver um grande vencedor) é a publicação de pelo menos UMA vez nas páginas do maior jornal do país.

aqui é onde o assunto começa.
as grandes publicações do país estamparam em suas páginas nomes como millôr, ziraldo, jaguar, fortuna. assim, revistas como realidade, o cruzeiro ou senhor fizeram história.
na folha, nomes como angeli, laerte, glauco, emílio damiani, mariza, luiz gê, só para ficar entre alguns, se mimetizaram com a história do jornal e vice e versa.
é o angeli da folha ou a folha do angeli? é a folha do níquel náusea ou o níquel náusea da folha?
ilustradores, cartunistas, chargistas, assim como os colunistas fixos são o que dão a cara da publicação. só publicando diariamente que se constrói um portifolio que irá ser cúmplice do jornal e do leitor.
a folha tem hoje cerca de 60 desenhistas orbitando ao seu redor. cada um publica uma vez a cada semana ou 15 dias.
é meio como um casamento sem sexo, desinteressante, sem história, sem tesão.
concursos como esse, neste cenário, querem dizer absolutamente nada porque não se procura o compromisso, a troca com o leitor.
é um factóide que não tem resultado nenhum para nenhum dos lados.
para o desenhista não existe a visibilidade ou a possibilidade de se construir um universo; para o leitor, cada vez mais esporádico, intimidade alguma; para o jornal, parceria ou identidade alguma.

publicar num jornal diário ou numa publicação semanal, é um ofício e esse ofício vai sendo construído diariamente com novas ideias, novas soluções, novos desafios.
é quase uma missão.
a história mundial das artes gráficas e do jornalismo é construída a partir dessa intimidade entre o publicador, o jornalista, o desenhista e o leitor.
aqui, na contra-mão, se aposta num fast-food sem sal, sem gosto e que já demonstra sinais de fadiga.
desenhistas se espelhavam nos grandes profissionais para se tornarem melhores, conseguirem seu lugar no panteão, respirar o mesmo ar que seus ídolos respiravam dentro das redações ou grandes encontros.

criticamos músicos de uma música só, atores de uma novela só, autores de um livro só. num momento tão vital para a vida dos grandes jornais, apostar no eterno amadorismo, no sucateamento, na precarização do trabalho e na falta de intimidade com o leitor me parece ser um tiro no pé que levará anos para ser curado.

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trump autoriza muro anti-mexicanos http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/01/26/trump-autoriza-muro-anti-mexicanos/ http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2017/01/26/trump-autoriza-muro-anti-mexicanos/#respond Thu, 26 Jan 2017 12:06:22 +0000 http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/?p=4615 Muro Casa Branca 72

 

 

 

 

 

 

 

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